Menu

vivendodebemcomavida.com.br

Dormir de barriga para cima pode prejudicar o bebê durante a gestação

De acordo com um estudo feito na Inglaterra e publicado pela revista especializada British Journal of Obstetrics & Gynaecology, a qual envolveu mais de mil mulheres grávidas, o hábito de dormir de barriga para cima pode dobrar os riscos de morte do bebê antes do nascimento.

 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram os hábitos de sono e o parto de quase 300 mulheres que perderam os seus bebês após a 28ª semana de gestação, e de outras mais de 700 mulheres cujos bebês nasceram com saúde. A partir dessa premissa, foi constatado que aquelas que preferiam dormir com a barriga para cima estavam mais suscetíveis a perderem seus bebês.

 

Ao longo da pesquisa, os especialistas estimaram que cerca de 3,7% do total de bebês que não resistem a gestação pode estar relacionado a essa posição, a qual ficaria ainda mais prejudicial no último trimestre. Apesar dos pesquisadores admitirem que novos estudos precisam ser feitos para comprovar essas suspeitas, tudo indica que o causador desse problema é a circulação sanguínea, que acaba sendo comprometida pelas grávidas que dormem nessa posição.

 

Indo de encontro a esse estudo, uma pesquisa feita recentemente por especialistas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, contatou que quando as mães estão de barriga para cima, os bebês costumar ficar mais quietos. Vale ressaltar que o movimento do feto é um dos indícios mais importantes da saúde do bebê.

 

Essa situação pode se agravar ainda mais para as grávidas  com hipertensão ao longo da gravidez.  Para elas, os médicos já indicam que o mais recomendável é dormir virada para o lado esquerdo, pois isso ajuda a descomprimir a veia cava, melhorando o retorno venoso e, consequentemente a circulação como um todo.

 

Mas mesmo para as grávidas que não sofrem com essa condição, a posição virada para a esquerda também é a mais indicada para que o sangue chegue em boa quantidade à placenta. Segundo os estudos, deitar para a direita não é capaz de trazer esses mesmos benefícios.

 

Para conseguir dormir nessa posição, o ideal para as grávidas é utilizar travesseiros entre os ombros e as pernas. Porém, os especialista ressaltam que não é necessário se preocupar caso se acorde de barriga para cima. Nessas situações, basta se virar para a esquerda e voltar a dormir.

Prescrição médica pede que paciente diminua o uso do celular

Uma prescrição médica feita pelo médico de Piauí, Francisco de Castro, viralizou na internet. O médico que já atua na profissão há 39 anos, disse que nunca havia recomendado por escrito que um paciente devesse reduzir o uso do celular, mas que já havia feito a recomendação em uma forma de conversa.

Contudo, pela primeira vez, o médico recomendou na prescrição médica que uma paciente de 10 anos de idade, reduzisse o uso do celular. Segundo o médico, o uso excessivo do aparelho fez com que a garota, que mora em São Raimundo Nonato, no Piauí, desenvolvesse uma anemia. A má alimentação é um dos problemas causados pelo uso excessivo de smartphones, que é visto mais comumente nos jovens.

O médico ainda esclareceu sobre o caso alegando que o vício nos celulares está adoecendo a população jovem, o que prejudica a sociedade. Segundo o médico, a mãe da garota chegou até o consultório alegando que a garota não se alimentava direito, não dormia, tudo porque passava muito tempo no celular, por isso, Francisco de Castro revelou que prescreveu pela primeira vez a redução do uso do aparelho.

A profissional autônoma e mãe da garota diagnosticada com anemia, Fernanda Silveira, contou ao médico que a filha Sofia Soares estava sentindo fraqueza, tonturas e enjoo há pelo menos duas semanas. Após alguns exames, o diagnóstico de anemia foi confirmado pelo médico.

Fernanda disse que a filha carregava o celular para onde ia, tornando o seu uso contínuo o dia todo. Segundo conta a Fernanda, a filha Sofia deixou de comer por causa do aparelho, momento em que ela decidiu pegar o celular da filha e guardá-lo.

Segundo a mãe da Sofia, a receita prescrita pelo médico apresentou resultados positivos em apenas dois dias em que o celular foi proibido pela mãe. Fernanda disse que a filha passou a se alimentar melhor e sentiu uma melhora nos sintomas da anemia.

A prescrição médica foi publicada por Fernanda em seu perfil no Facebook, e foi aprovada por mais de 150 pessoas que compartilharam a imagem na rede social. O caso foi avaliado como uma atitude positiva em relação ao médico, pois esse tipo de comportamente já é considerado um transtorno mental pela OMS – Organização Mundial da Saúde.

Em resposta a repercussão, o médico esclareceu que nunca pensou que a prescrição seria tão bem vista pela sociedade. Segundo ele, essa recomendação, assim como outras, é feita por ele constantemente. Francisco disse que em suas consultas sempre enfatiza o fato das pessoas deixarem de fumar, consumir menos álcool ou reduzir o uso dos celulares.

OMS passou a considerar vício em games como distúrbio mental

Segundo uma nova publicação da OMS – Organização Mundial da Saúde, o vício em jogar videogame foi considerado pela organização como um distúrbio mental. Essa é a primeira vez em que a organização se posiciona de tal forma.

A publicação da OMS diz que a condição intitulada de “distúrbio de games”, será incluída na 11ª CID – Classificação Internacional de Doenças. A descrição do problema estabelecido pela OMS diz que o distúrbio é caracterizado por comportamento frequente que persiste no vício em jogar jogos de videogame. Segundo a descrição do documento, o vício se torna tão grave que pode levar o indivíduo “a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida”.

A OMS não é a primeira a identificar o problema como uma condição grave para saúde pública. Outros países já haviam incluído a condição como um importante caso a ser tratado pela saúde pública, como é o caso do Reino Unido, que já possui clínicas com autorização para o tratamento do distúrbio de games.

A nova versão da CID será publicada ainda neste ano, sendo a primeira atualização do documento desde o ano de 1992. Essa atualização contará com códigos para identificar as doenças, sintomas e sinais da manifestação de cada distúrbio. O documento auxiliará profissionais da saúde e pesquisadores no diagnóstico e rastreamento do distúrbio por todo o mundo.

O novo documento da CID contará com sugestões de comportamento típicos que possam caracterizar quem é viciado em games. Segundo a OMS, esses comportamentos deverão ser observados por mais de 12 meses antes do diagnóstico ser concluído. Contudo, a nova CID ainda terá classificações de riscos onde os sintomas mais graves poderão diagnosticar a doença mais rapidamente.

A OMS informou que os sintomas mais característicos do distúrbio de games são: ter mais interesse em jogar videogame do que realizar outras atividades; não ter controle da intensidade, frequência e duração de tempo gasto com videogame; aumentar a frequência do tempo gasto com videogame ainda que esse hábito tenha apresentado consequências negativas.

O especialista em vícios desse tipo que atua no Hospital Nightingale localizado em Londres, Richard Graham, disse que a decisão da OMS terá grandes benefícios. “É muito significativo, porque cria a oportunidade de termos serviços mais especializados. Esse reconhecimento coloca o distúrbio no mapa como algo a ser levado a sério”, disse Graham.

 

Saiba mais informações sobre como prevenir e tratar as aftas

As aftas são pequenas feridas, geralmente bastante dolorosas, que surgem na região interna da boca. Para curar essas feridas, o organismo envia um apanhado de células de defesa migram até o local, o que por sua vez, acaba causando uma reação inflamatória, gerando assim dor e inchaços.

Mais comuns na região interna das bochechas e na língua, as aftas tem como principal característica a sua cobertura úmida e coloração branca. Contudo, existem dois tipos de aftas: a afta minor, que ocorre em cerca de 90% dos casos, a qual é bem pequena, tendo de 2 a 8 milímetros, e costuma durar no máximo duas semanas; e também a afta major, a qual tem até 1 centímetro e pode levar um período de até dois meses para ser curada,

Até o momento, os médicos ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre a origem das aftas, não existindo também uma razão pela qual algumas pessoas desenvolvem aftas com grande frequência enquanto em outras essa condição raramente aparece. Fatores como a imunidade e a acidez da boca podem ter alguma influência no aparecimento.

Em relação a prevenção das aftas, é impossível eliminar completamente a ocorrência delas, mas os médicos acreditam que as chances das aftas aparecerem diminuem com medidas como a adoção de uma alimentação balanceada e a manutenção de uma higiene bucal adequada. Alguns especialistas também indicam o consumo de alimentos que sejam fontes ricas de vitaminas B e ferro, como por exemplo, verduras de tonalidade verde escura.

Já em termos de tratamento, as aftas costumam sumir sozinhas após um período de até duas semanas em média. Porém, em caso de grande desconforto, é possível procurar o auxílio de um especialista para a prescrição de alguma pomada analgésica e anti-inflamatória. Um tratamento mais natural indicado pelos médicos é também a realização de bochechos com própolis.

Por outro lado, ao contrário do que muitas pessoas acreditam,  o bicarbonato de sódio é ineficaz no tratamento das aftas,  podendo inclusive piorar a ferida e levar a um quadro de queimadura no local.

Nos casos mais agressivos de aftas major, por sua vez, os especialistas podem sugerir o tratamento feito com a aplicação de raios laser de baixa potência no local da ferida, com o intuito de acelerar o processo de recuperação e cicatrização.

 

Distúrbios do sono afetam homens e mulheres de formas diferentes

De acordo com um estudo recente feito pela Universidade de Queensland, os distúrbios de sono afetam os sexos de maneiras bem distintas. Em relação as mulheres, a análise avaliou mais de 700 pacientes, e constatou que elas demonstram sintomas mais graves de insônia e sonolência ao longo do dia.

Um dos pesquisadores desse estudo, John Malouf, destacou que as mulheres são mais afetadas pela falta de sono. Como consequência, o cansaço originado pelos distúrbios causam uma dificuldade muito maior de concentração e até mesmo problemas na capacidade de memorização, entre outros problemas.

Nos homens, um dos tópicos analisados foi o ronco masculino, o qual é um problema sério para muitos casais. Entre as principais causas do ronco, está a apneia obstrutiva do sono, uma condição que pode estar relacionada a riscos maiores do paciente ter um infarto e outras doenças cardiovasculares.

Mesmo com o fato dos pacientes analisados terem idades similares, os sintomas distintos que foram percebidos entre os sexos surpreenderam os pesquisadores. Segundo uma das líderes do estudo, Allegra Boccabella, essa constatação é muito importante para demonstrar aos médicos que é preciso tratar os pacientes com distúrbios de sono de forma diferenciada, entre homens e mulheres.

Entre as razões fisiológicas conhecidas nos dias de hoje pelos médicos para explicar essas diferenças, está o fato dos homens possuírem um estreitamento natural da via aérea superior, o que aumenta a propensão do desenvolvimento do ronco.

No caso das mulheres, as diferenças tem como fonte o ciclo menstrual. De acordo com os especialistas, as alterações hormonais causadas longo do mês pela menstruação pode resultar em diversas perturbações. Com isso, as mulheres apresentam mais dificuldade para dormir e manter o sono, além de lidar com a interrupção precoce do mesmo.

A consulta com um especialista é altamente recomendável para o tratamento dessas condições, contudo, existem também medidas simples que podem melhorar o descanso dos pacientes. Entre elas, é fundamental ir dormir e acordar sempre no mesmo horário, pois o organismo não se adapta facilmente às oscilações de tempo. Além disso, também é  importante evitar o café e outras bebidas energéticas depois das 18:00.

 

Guia lançado pela Califórnia ajuda a reduzir a exposição à radiação do celular

Como uma medida de prevenção, o Departamento de Saúde da Califórnia lançou diretrizes para que a população possa diminuir a exposição das ondas de radiação que são emitidas pelo celular. Mesmo sem nenhuma prova consistente sobre os efeitos causados por essas ondas, o governo da Califórnia decidiu ensinar a população através de um guia algumas maneiras de reduzir essa exposição.

Segundo as autoridades da Califórnia, o uso cada vez mais crescente e prolongado desses dispositivos, principalmente por parte das crianças, aumenta a preocupação em relação aos efeitos que essas ondas de radiação poderiam causar na população.

Dados dos Estados Unidos informam que 95% de toda a população do país possui um telefone celular. Contudo, a preocupação das autoridades está focada nos jovens que ainda estão em desenvolvimento e possuem uma média de 10 anos de idade. Nessa idade, a maioria dos jovens já possuem celular, o que pode aumentar ainda mais a exposição prolongada das ondas de radiação.

A diretora do Departamento de Saúde do estado da Califórnia, Karen Smith, informou sobre as novas diretrizes: “O cérebro das crianças continua a se desenvolver durante a adolescência e pode ser afetado pelo uso do celular”.

Karen Smith ainda aconselha os pais: “Pais devem considerar reduzir o tempo que crianças e adolescentes ficam expostas ao aparelho. Também é recomendável que eles desliguem o celular durante à noite.”

Dentre as diretrizes lançadas na Califórnia, estão: deixar o celular distante do corpo; enviar mensagens em vez de telefonar; evitar o uso do celular em frequência baixa de sinal; evitar o streamming de vídeo e de áudio; e não dormir com o celular ao lado da cama.

Segundo o Departamento de Saúde da Califórnia, essas são apenas algumas medidas de segurança para prevenir possíveis riscos à saúde, que também foram listados pelo órgão. Dentre os possíveis riscos estão: câncer de nervos que estão relacionados à audição; tumores cerebrais; tumores nas glândulas salivares; menor mobilidade; baixa contagem de esperma; redução da memória e do aprendizado; dores de cabeça; e interferência no sono.

O Departamento de Saúde da Califórnia informou que esses riscos citados foram listados anteriormente por diversos estudos, que mesmo inconclusivos, fornecem parâmetros para guiar a população em um uso controlado das tecnologias.

 

Doadores de medula óssea devem atualizar cadastro anualmente, alerta o Redome

Foi celebrada do dia 14 a 21 de dezembro de 2017 a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que tem o pleno objetivo de conscientizar a população sobre o grau de importância da doação de órgãos para a sociedade e enfatiza a doação de medula óssea. Essa data teve seu início conforme foi decretada a Lei 11.930/09, que fez menções honrosas ao filho do deputado Beto Albuquerque, que veio a óbito devido a uma leucemia mieloide aguda. O Redome – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, enfatiza todos os anos que devemos atualizar os dados cadastrais sobre doadores de órgãos no país.

“A identificação de um doador compatível é um grande desafio para os pacientes que necessitam de um transplante de células-tronco hematopoéticas e, apesar de termos o terceiro maior registro do mundo, muitas vezes esta doação não ocorre porque não conseguimos localizar o doador compatível em tempo hábil. Assim, é fundamental lembrarmos aos nossos mais de 4 milhões de doadores sobre a importância de atualizarem seus cadastros garantindo que eles serão contactados e poderão realizar a doação, concluindo o gesto de solidariedade que iniciaram com seu cadastramento no Redome”, diz a chefe da Seção de Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, Danielli Oliveira.

As mobilizações que acontecem constantemente para a importância da atualização destes cadastros demonstram resultados positivos, com um número maior de doadores cadastrados e o banco de dados com mais atualizações sobre os doadores, como números de telefones alterados, endereços alterados, possibilitando um maior contato com os doadores quando existe compatibilidade com os pacientes. Em 2015, 47% dos pacientes que esperavam por um doador conseguiram um transplante compatível, e concluíram essa busca dentro de um período médio de 90 dias. Já em 2016, esse número saltou para 57,3%, e dados atualizados até o mês de novembro deste ano, apontam para um salto ainda maior, 64,9% de transplantes de medula óssea realizados.

O transplante de medula óssea é uma forma de tratar alguns tipos de doenças que estão ligadas diretamente com células do sangue, como é o caso dos linfomas e da leucemia. A medula óssea do paciente é substituída por células saudáveis e compatíveis do doador. O objetivo deste tratamento é estimular a produção de novas células saudáveis nos pacientes.

 

Pesquisa revela diminuição do uso de quimioterapia para câncer de mama

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Stanford, localizada nos Estados Unidos, revelou que a quimioterapia para o tratamento de câncer de mama não tem sido vista mais como primeira opção de tratamento para os estágios iniciais da doença. A universidade ainda avaliou que nenhuma nova diretriz foi implantada para que esse quadro mudasse, mas afirmou que houve uma redução na adoção do tratamento para esse tipo de câncer no estágio primário.

A pesquisa desenvolvida com mais de 3 mil mulheres foi publicada no dia 11 de dezembro de 2017 pelo “Journal of the National Cancer Institute”, que corresponde ao Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos.

As mulheres que se voluntariaram para a pesquisa passaram por tratamento de câncer entre o período de 2013 a 2015. Em uma análise de prontuário, os pesquisadores identificaram as mulheres que mais tinham o potencial para aderir ao tratamento de quimioterapia de acordo com cada tipo de tumor. Além disso, os pesquisadores ainda questionaram a opinião dos médicos em relação ao tratamento quimioterápico e se eles haviam recomendado o tratamento para suas pacientes.

A análise revelou que em 2013, cerca de 34,5% dos pacientes que passaram por tratamento de câncer de mama aderiram a quimioterapia. O número reduziu ainda mais em 2015, ano em que a taxa atingiu 21,3% dos pacientes. Além disso, em 2015 os pesquisadores também puderam notar que a taxa de recomendação ao tratamento quimioterápico teve uma redução que foi de 44,9% para 31,6%.

Em relação aos testes genéticos, 67,4% dos médicos que foram entrevistados alegaram que os testes genéticos foram solicitados apenas para as mulheres que negaram o tratamento quimioterápico.

Os médicos alegaram que a ideia de fazer um teste genético na verdade tem como base descobrir se os linfonodos serão atingidos pelo câncer, caso o resultado diga que sim, o tratamento quimioterápico é aconselhado. Sendo assim, se o teste indica que a chance é pequena, a quimioterapia não é necessária.

Os pesquisadores também identificaram que apenas 17,5% das mulheres que aderiram ao tratamento de quimioterapia realizaram o teste genético. Segundo os pesquisadores, essa prática não é recomendada, pois o teste deveria ser instaurado mais rigorosamente para que o melhor tratamento seja selecionado.

 

Conheça o estudo que Jorge Moll lidera sobre ações humanas que resultam em benefícios à saúde

As consequências positivas das boas ações tornaram-se alvo de um estudo científico realizado no Brasil. Os autores da pesquisa são o neurocientista Jorge Moll Neto, que preside o Instituto D’Or (IDOR) e o psicólogo João Ascenso, que por sua vez realiza seus estudos de doutorado na instituição. Avaliadas costumeiramente pelo fato de beneficiarem as pessoas que as recebem, as atitudes benevolentes assumem outra posição para os cientistas. Segundo eles, o objetivo é elucidar os benefícios conferidos à saúde dos indivíduos com inclinação à prática de caridade, por exemplo.

Para que o estudo tivesse o aprofundamento esperado pelos pesquisadores, alguns indivíduos tiveram determinadas regiões cerebrais mapeadas através de exames empregando ressonância magnética. Dentre as reações observadas, Jorge Moll e sua equipe constataram que grande parte das boas ações resultava na ativação de áreas do cérebro também estimuladas em situações de prazer. Em relação à intensidade que tais atos geravam na mente humana, constatou-se um fenômeno equivalente aos momentos em que direitos eram adquiridos pelas pessoas.

Duas regiões do cérebro mostraram-se mais ativas quando da realização dos experimentos comandados por Jorge Moll. Tratam-se da área septal e do córtex subgenual, que respondem por sentimentos de apego e pertencimento. Para exemplificar de que modo atuam tais regiões nas ações humanas, pode-se elencar os cuidados que mães têm para com seus filhos. O casamento também é outro tipo de interação resultante das reações produzidas nessas estruturas. Os cientistas esclarecem que a maneira como os seres humanos agem é algo que foi se processando há milhões de anos.

Desenvolvidas inteiramente no IDOR, as pesquisas que possibilitaram o estudo são exemplos de algumas das ações que o local promove. O objetivo da atuação do instituto baseia-se, contudo, na promoção de práticas científicas que ocasionem o desenvolvimento de diversas área da sociedade. Para que o ensino e as pesquisas sejam suscitadas, a instituição estrutura-se nos segmentos de pediatria, oncologia, medicina interna, medicina intensiva e neurociências.

O Instituto D’Or possui um programa próprio voltado aos estudos de doutorado em Ciências Médicas, contando com o apoio de universidades públicas localizadas no estado do Rio de Janeiro. A ação do IDOR, entretanto, não se restringe ao âmbito estadual, algo que pode ser verificado pelo grande número de parcerias que a organização comandada por Jorge Moll já estabeleceu com instituições de pesquisa federais, além de outras de caráter internacional. Assim sendo, o local é conhecido pela intensa interação voltada à promoção dos mais variados tipos de experimentos que possam, de alguma forma, oferecer benefícios à sociedade.

No ano de 2010 o IDOR passou a contar com sua sede própria. Antes desse ano, entretanto, o instituto já produzia pesquisas, mas de maneira atrelada à outras ramificações da Rede D’Or, maior grupo do segmento médico a operar de maneira independente no país. As instituições que compõem o conjunto em questão totalizam 35 hospitais. Em se tratando de atendimentos, a rede onde Jorge Moll atua realiza em média mais de 3 milhões de consultas de emergência, 220 mil cirurgias, além de 356 mil internações e cerca de 24 mil partos.

 

Vício em celular estão levando as pessoas a procurar ajuda médica

Um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, mostrou que os usuários de internet no Brasil já chegam a 120 milhões de pessoas, sendo o 4º maior volume do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Índia e China. No ano passado um levantamento do Mobile Ecosystem Forum apontou que o país foi considerado em segundo lugar nos que mais utiliza o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, ficando atrás apenas da África do Sul.

Apesar de não haver um indicador exato sobre a quantidade dessas pessoas que são dependentes do uso do celular, alguns estudos mostram sinais desses riscos.

Em outubro deste ano, uma pesquisa de consultoria da Deloitte apontou que o uso de aparelhos celulares no cotidiano dos brasileiros está presente entre 2 a cada 3 dos dois mil entrevistados. Os pais disseram que consideram a utilização pelos filhos demasiada, e no caso dos casais, mais da metade disseram que o parceiro utiliza em excesso seu smartphone. Outros 33% assumiram que ficam a madrugada toda vendo as mídias sociais como Facebook e Instagram e trocando mensagens através do WhatsApp.

O autor do livro “O vício em internet entre crianças e adolescentes”, Cristiano Nabuco de Abreu do Hospital das Clínicas da USP, acha que a tecnologia em excesso cria problemas recorrentes nos jovens e alerta: “Temos, comparativamente a outros países, uma quantidade de tempo de uso da tecnologia bastante expressiva e aumentada”.

A maior preocupação vai além do tempo que é gasto utilizando esses aparelhos, a principal concentração entre essa relação de usuário com a ferramenta é sobre a desintoxicação digital, de acordo com o pesquisador e membro do Instituto Delete, Eduardo Guedes. O Instituto é o primeiro núcleo do Brasil especializado no assunto.

Segundo Guedes, o uso consciente, que é quando o uso virtual não interfere na vida real, não trás problemas. Isso ocorre apenas quando o usuário deixa de fazer suas atividades offline dando com preferência às atividades online, causando a perda de controle do que é real para o que é virtual.

O Instituto já atendeu gratuitamente desde 2008 cerca de 500 pessoas com a dependência diagnosticada sem nenhum custo aos pacientes.