Menu

vivendodebemcomavida.com.br

Após tratamento de leucemia pacientes com autismo apresentam melhoras

Após um transplante de medula óssea, para tratar uma leucemia, duas crianças autistas apresentaram melhora significativa nos sintomas do autismo após um ano do transplante. Embora esses casos ainda sejam considerados isolados, a linha de pesquisa aponta que portadores do autismo têm caráter autoimune sendo tratados através de transplante celular

Uma doença desafiadora para a medicina, o autismo afeta cerca de um a cada 68 nascidos sendo a maioria meninos. Até hoje nenhum estudo soube explicar porque o transtorno acontece, e a única coisa que se sabe sobre essa doença é que causa uma desordem multifatorial, que pode ter uma herança genética. Não existe exame concreto para diagnosticar o autismo, o diagnostico é baseado na alteração comportamental do paciente.

O Hospital Sírio-Libanês em São Paulo mostra que seus pacientes apresentaram melhora e a equipe de oncohematologia do Hospital junto ao médico Vanderson Rocha que também é diretor cientifico da rede Européia de Banco de Sangue e Cordão (Eurocorp) está preparando um artigo científico para divulgação da descoberta. Diante desses resultados, Rocha está levantando dados por toda a Europa para descobrir se há mais casos como esses de crianças autistas transplantadas e seus resultados.

Em 2015 foram dois pacientes transplantados Lucas Alexandre Freitas Pinheiro, atualmente com 7 anos, e Sofia Toniato Venturini, com 11. Sofia possuía 39 pontos na escala de autismo que significa que ela possuía sintomas severos da doença e após a cirurgia aprestava apenas 30 pontos. No caso de Lucas que possuía 30 pontos que significa sintomas moderados após o transplante, essa pontuação caiu para 24 pontos que indicam sintomas mínimos após a cirurgia. Ambos eram pacientes de transplante de medula óssea com doadores não identificados.

Essa descoberta ainda está em estudo e a avaliação de resultados ainda estão em comprovação. “É claro que não vou sair fazendo transplante de medula em todos os autistas. Mas esse resultado abre um leque de hipóteses que precisam ser mais bem investigadas, entre elas a de que o autismo pode ter um caráter imunológico e teria algum benefício com o transplante de medula óssea”, disse Rocha.

A Neuropediatria diz que o autismo é uma desorganização do sistema autoimune e por isso seria tratado com terapia celular. Os resultados ainda são pouco considerados devido ao fato de eles serem poucos e os casos isolados. Existem poucos casos de transplantes em pacientes autistas e um estudo recentemente realizado na Universidade Duke nos Estados Unidos, revela que está avaliando a segurança do transplante de sangue do cordão umbilical em 25 pacientes autistas que possuíam sangue umbilical congelado. O procedimento foi feito e a conclusão foi que o transplante foi bem aceito e trouxe melhoras significativas no comportamento das crianças diminuindo a escala clinica do autismo. A pesquisa avança para um estudo controlado.

Veja também, APAE realiza atividade de interação para autistas