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5% dos bebês de grávidas infectadas são afetados pelo Zika

No primeiro trimestre de gravidez, 8% das mulheres infectadas tiveram filhos com problemas relacionados ao Zika vírus

O vírus zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue e da febre Chikungunya, e pelo mosquito Aedes albopictus. A sua primeira grande manifestação aconteceu em 1947. O vírus é capaz de atingir a placenta e o líquido amniótico, causando malformação no bebê como a microcefalia, onde a criança nasce com a cabeça menor, alterações cerebrais como calcificações e ventriculomegalía, além de possíveis alterações nos olhos, na audição e no sistema musculoesquelético. Não existe tratamento específico para a doença, só para o alívio dos sintomas.

Em relatório, os EUA disseram que o vírus Zika afetou 5% das mulheres com infecções que tiveram bebês com malformação. Porto Rico o primeiro a incluir números oficiais do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC sigla em inglês), declarou o fim da epidemia de zika baseados em dados que mostraram a diminuição nos números de casos confirmados.

“O vírus da zika representa uma ameaça séria para mulheres grávidas e para seus bebês, independentemente de quando a infecção acontece durante a gravidez”, disse a diretora interina do centro, Anne Schuchat.

O zika representa um risco para grávidas em qualquer lugar onde o vírus esteja vivo, e por isso a CDC rejeitou a recomendação para que mulheres grávidas não viagem para Porto Rico.

“Mulheres nos territórios dos Estados Unidos e em outros lugares que tiveram exposição contínua aos mosquitos carregando o vírus da zika estão em risco de infecção. Nós precisamos continuar vigilantes e comprometidas em prevenir novas infecções pela zika”, afirmou Shuchat.

De primeiro de janeiro de 2016 até 25 de abril de 2017, foi incluída 1.508 mulheres grávidas infectadas pelo zika na Samoa Americana, nos Estados Federados da Micronésia, na República das Ilhas Marshall e nas Ilhas Virgens Americanas. Do total dessas mulheres, aproximadamente 5% tiveram bebês com malformações relacionadas ao vírus, relatou o centro.

Comparado com 15% em um estudo anterior na maior parte dos casos as mulheres foram infectadas durante viagens fora dos EUA sendo aproximadamente 5% das infectadas durante o segundo trimestre e cerca de 4% das infectadas no terceiro trimestre tiveram bebês com deficiências causadas pelo zika, e isso mostra que o vírus continua perigoso no decorrer da gravidez.

Veja também: Registros de casos de microcefalia é falho