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Vício em celular estão levando as pessoas a procurar ajuda médica

Um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, mostrou que os usuários de internet no Brasil já chegam a 120 milhões de pessoas, sendo o 4º maior volume do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Índia e China. No ano passado um levantamento do Mobile Ecosystem Forum apontou que o país foi considerado em segundo lugar nos que mais utiliza o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, ficando atrás apenas da África do Sul.

Apesar de não haver um indicador exato sobre a quantidade dessas pessoas que são dependentes do uso do celular, alguns estudos mostram sinais desses riscos.

Em outubro deste ano, uma pesquisa de consultoria da Deloitte apontou que o uso de aparelhos celulares no cotidiano dos brasileiros está presente entre 2 a cada 3 dos dois mil entrevistados. Os pais disseram que consideram a utilização pelos filhos demasiada, e no caso dos casais, mais da metade disseram que o parceiro utiliza em excesso seu smartphone. Outros 33% assumiram que ficam a madrugada toda vendo as mídias sociais como Facebook e Instagram e trocando mensagens através do WhatsApp.

O autor do livro “O vício em internet entre crianças e adolescentes”, Cristiano Nabuco de Abreu do Hospital das Clínicas da USP, acha que a tecnologia em excesso cria problemas recorrentes nos jovens e alerta: “Temos, comparativamente a outros países, uma quantidade de tempo de uso da tecnologia bastante expressiva e aumentada”.

A maior preocupação vai além do tempo que é gasto utilizando esses aparelhos, a principal concentração entre essa relação de usuário com a ferramenta é sobre a desintoxicação digital, de acordo com o pesquisador e membro do Instituto Delete, Eduardo Guedes. O Instituto é o primeiro núcleo do Brasil especializado no assunto.

Segundo Guedes, o uso consciente, que é quando o uso virtual não interfere na vida real, não trás problemas. Isso ocorre apenas quando o usuário deixa de fazer suas atividades offline dando com preferência às atividades online, causando a perda de controle do que é real para o que é virtual.

O Instituto já atendeu gratuitamente desde 2008 cerca de 500 pessoas com a dependência diagnosticada sem nenhum custo aos pacientes.