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Hanseníase pode ter o seu tempo de tratamento reduzido em 50%

Em 2018, o combate a hanseníase terá novidades, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, com a parceria do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília. Uma pesquisa mostrou que existe a possibilidade de reduzir para seis meses o tratamento da doença, que atualmente dura um ano, com a administração dos medicamentos que já são utilizados. A possibilidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde, que publicou um artigo sobre o assunto.

A hanseníase acometeu nos últimos 10 anos 2 mil pessoas só no Distrito Federal. Apesar de ser uma doença que pode ser controlada com remédios, ela ainda merece atenção e cuidado. A preocupação maior no caso dos tratamentos prolongados, é o paciente deixar de tomar a medicação.

O DF registrou a maior taxa de afastamento no tratamento da doença, sendo 7,6% dos pacientes desistentes do tratamento. A doença se não tratada adequadamente pode ter como sequelas deformações e perda de movimentos.

Desde 1981, quando as terapias da hanseníase passaram a ser gratuitas e duravam 2 anos, a redução do tratamento será a maior inovação.

O médico dermatologista, e especialista em doenças infecciosas e parasitárias, Gerson Oliveira Penna, foi o coordenador da pesquisa e afirmou em entrevista que esse novo método irá facilitar a rotina dos consultórios com uma padronização do melhor tratamento aos pacientes e o aumento da qualidade de vida como consequência.

Atualmente, os doentes possuem até 5 lesões na pele e tomam dois remédios por um período de seis meses, e aqueles com mais lesões podem tomar até três medicamentos por um período de um ano. Com a padronização, serão três remédios por seis meses, no tratamento que promete ser eficaz. São nove mil portadores da doença participando do estudo, sendo 853 deles acompanhados por seis anos com os mesmos medicamentos utilizados no tratamento anterior.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e o Ministério da Saúde apoiaram o estudo que custou 1,6 milhões de reais, com início em 2007, e também contou com a colaboração de 10 instituições nacionais e internacionais.

A reinfecção foi outra descoberta da pesquisa que está sendo avaliada na Suíça para descobrir as causas. Os técnicos do Ministério da Saúde vão debater em reunião ainda em 2017 sobre a adoção estratégica do tratamento.