Menu

vivendodebemcomavida.com.br

Cigarro eletrônico também é prejudicial, afirma especialista do Inca

Image result for Cigarro eletrônico também é prejudicial, afirma especialista do In

Mesmo com uma diminuição na capacidade de provocar danos a saúde que o cigarro eletrônico traz embutido em seu rótulo, de fato ele é prejudicial à saúde, afirma a médica do Instituto Nacional do Câncer – Inca, e também secretária-executiva da Comissão Internacional para Controle do Tabaco – Conicq, Tânia Cavalcante.

“A grande preocupação hoje é que, o cigarro eletrônico não é um produto inócuo, como vem sendo divulgado pela indústria. Isso passa a imagem para o jovem que ele pode usar, que não vai ter risco nenhum, e gera grande adesão”, diz a médica. Essa prática está altamente difundida nos Estados Unidos, sendo que muitos dos jovens de lá conhecem o tabaco através do uso de cigarro eletrônico.

Nesses dispositivos eletrônicos, são utilizadas substâncias tóxicas que podem causar câncer, elas servem para dar sabor e os efeitos a longo prazo dessas substâncias no organismo humano ainda são desconhecidos. O fato de esses cigarros não queimarem, não produzirem fumaça e não emanarem monóxido de carbono é o marketing perfeito para a venda deste produto.

Acontece que são muitas as marcas de cigarros eletrônicos existentes, sendo que ficou comprovado que em algumas delas, os níveis de substâncias tóxicas são de fato menores que nos cigarros convencionais. O que torna difícil neste caso é que ainda não foi implantado uma padronização para a fabricação dos cigarros eletrônicos, isso aumenta a diferença drasticamente em níveis de substâncias que são utilizadas no dispositivo.

Existem estudos que defendem o uso do cigarro eletrônico e outros que o colocam como um fator de risco para a sociedade. Um relatório realizado pela Organização Mundial da Saúde – OMS, fala que de fato esses dispositivos eletrônicos têm menos substâncias tóxicas, mas que não existem certezas sobre quais os impactos gerados na saúde de um usuário a longo prazo.

A OMS deixa claro no relatório que as pessoas devem ter cautela antes de usar este produto. Existem muitas marcas que não seguem um padrão e por isso, ter cautela é fundamental. O ideal é que as pessoas não se deixem usar como cobaias e esperem que pesquisas sérias possam trazer mais informações dos efeitos provocados pelo cigarro eletrônico.