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Baixa estatura pode ter origem em água de má qualidade

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Entre as metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas, está o combate a mortalidade infantil nos Objetivos do Milênio e muitos avanços foram alcançados nesse sentido nos últimos anos no mundo todo.

A falta de saneamento e água potável de qualidade pode ter relação com déficit de estatura e outras condições relacionadas com a desnutrição.

Nos primeiros dois anos de vida, os danos podem ser definitivos, pois é um período de alta vulnerabilidade. São comprometidas o desenvolvimento cognitivo, a estatura e o microbioma intestinal, com relação à saúde metabólica e imunidade.

Essas condições criaram várias disparidades quanto o desenvolvimento das crianças em contextos socioeconômicos diferentes, causando perda de potencial humano.

Os primeiros mil dias de vida e sua importância, foram abordados durante a palestra da professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Marly Augusto Cardoso. Os resultados da pesquisa apresentados por ela foram feitos entre 2003 e 2012 em Acrelândia no Acre, com mil crianças com menos de 10 anos.

A desnutrição infantil chama a atenção no cenário nacional e como consequência do déficit na estatura e anemia nas crianças, que não teve diminuição como nos outros estados do país.

Os indicadores de saúde infantil do Acre são precários e as ocorrências de diarreia em crianças pequenas são mais frequente do que em outros estados.

A pesquisadora observou um ganho de peso excessivo das crianças na fase escolar, que pode ter como causa o padrão alimentar moderno com compostos industrializados.

Em Acrelândia, a investigação contou com o apoio da DAPESP, e de Bárbara Hatzlhoffer Lourenço durante seu doutorado.

Atualmente ela coordena um Projeto Temático que identifica fatores que podem aumentar a promoção da saúde na vida escolar a na adolescência relacionada com fatores de risco quando chegar a vida adulta.

O estudo que iniciou em 2015, pretende acompanhar determinantes na saúde materno-infantil do parto até a vida adulta. Cerca de mil famílias participaram da pesquisa realizada por Agentes de Saúde da Família. Alunos docentes da Universidade Federal do Acre também participaram.

Um estudo realizado com gestantes de Acrelândia mostrou que 19% são adolescentes, 24% apresentam sobrepeso, 18% não ganharam o peso suficiente na gestação e 59% ganharam peso em excesso. O índice de anemia dói 17% no terceiro trimestre gestacional.