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Investimentos para combater microcefalia somam R$ 26 milhões em 2017

O Ministério da Saúde divulgou que o dinheiro investido para combater a microcefalia no Brasil chegam a R$ 26 milhões. A Síndrome Congênita do Zika foi responsável por 2,5 mil vítimas nascidas com a microcefalia. Esse repasse vem ocorrendo pelo governo desde 2016 e é para ajudar as famílias das crianças com o tratamento.

Boa parte desse valor é diretamente destinado aos centros de apoios às famílias das crianças que tem Síndrome Congênita do Zika, levando em conta que a doença prejudica o recém-nascido de várias formas, sendo a microcefalia a forma mais comum de manifestação da doença.

Ricardo Barro, o atual ministro da Saúde, explicou que de todo esse valor, cerca de R$ 15 milhões serão destinados ao apoio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, que ajudará a financiar diversos profissionais como os fisioterapeutas envolvidos.

A pasta da Saúde diz que são 4.655 unidades em todo o país, e dessas, 4.143 necessitam desses profissionais constantemente. A média de valores repassados as equipes são de R$ 3,6 mil para a compra de materiais que serão utilizados no tratamento e desenvolvimento das crianças afetadas.

Esse dinheiro repassado na luta contra a microcefalia não veio logo no início dos casos da doença em 2015. Existem crianças que já tem 2 anos e que só passaram a fazer o tratamento agora, diz o Jailson Correira , secretário da Saúde de Recife.

“A gente sabe que, quanto mais cedo começa o estímulo precoce, melhores os resultados. A chegada desses recursos agora é um reforço, mas que sem dúvidas teriam demonstrado melhores resultados desde o início dos casos.”, diz o secretário.

“Vai ser importante para entender como estão essas crianças, que tem em torno de 2 anos. A gente faz uma avaliação padronizada a nível nacional. Porque eu só posso fazer tratamento se entender quais são os principais problemas: o que leva elas ao hospital e a uma piora do quadro”, afirma o secretário.

A epidemia de Zika que assolou o Brasil desde 2015, já contabiliza mais de 14 mil casos ligados ao vírus. Desses, 883 casos fatais foram constatados desde o início da epidemia. De lá para cá os casos têm diminuído e o Ministério da Saúde diz que a grande concentração de casos foi referente ao ano passado, com 92% do total de casos até hoje.