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Terapia genética para tratar câncer é autorizada pela primeira vez no EUA

A técnica chamada de CART-T-cell foi aprovada pelo órgão similar a Anvisa e o FDA. A utilização de terapia genética foi autorizada nos Estados Unidos para tratar o câncer pela primeira vez e tem resultados promissores, porém ainda não chegou ao Brasil.

A FDA, órgão regulador do EUA, similar a Vigilância Sanitária a Anvisa, foi a responsável pela liberação do uso da terapia que em julho deste 2017, teve um painel recomendando a aprovação do tratamento. O órgão tratou como ação histórica a decisão e inaugurará uma abordagem nova para tratar o câncer e outras doenças que põe em risco a vida. “Estamos entrando em uma nova fronteira para a inovação médica com capacidade de reprogramar as células do próprio paciente para atacar um câncer mortal”, relatou o integrante da FDA, Scott Gottlied.

A empresa Novartis, que possui patente da terapia, fez uma publicação em seu site sobre a decisão do órgão regularizador dizendo que o tratamento poderá ser feito, por enquanto em crianças e adultos com leucemia linfóide aguda, que possui uma taxa de remissão de 83%.

A Novartis em parceria com a Universidade da Pensilvânia criaram a técnica, sendo que este tratamento está na vanguarda à décadas de acordo com os médicos Steven A. Rosenberg, Carl H. June e Michel Sadelain.

O tratamento é feito quando as células T do paciente, que protegem o sistema imunológico, são retiradas do sangue e depois modificadas geneticamente para que possam reconhecer o câncer e assim destruí-los. Elas são modificadas em laboratório e devolvidas a corrente sanguínea em seguida. As células são programadas para combaterem o câncer por si só.

O tratamento personalizado da terapia de CAR T-Cell precisa ser estudada de uma forma especial para cada paciente. O pais com o maior avanço nos estudos, o Estados Unidos, fez o teste em centenas de pessoas, e não em milhares como foi publicado pelo The New York Times.

Os médicos precisam derrubar o sistema imunológico, durante o processo dos pacientes com câncer. O caminho para entender e combater os efeitos colaterais é longo e pode ser potencialmente letal aos pacientes.