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O café em doses consideradas de bom senso faz bem, afirmam especialistas

Um dia, um famoso escritor e fanático por café disse: “O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento”, disse Honoré de Balzac, escritor francês. Existem pessoas que o acompanharam durante a vida e afirmaram que desde a hora que ele acordava até a hora que ele se deitava para dormir, ele consumia entre 20 e 50 xícaras de café.

A diferença entre o veneno e o remédio é a dose, diz a ciência. Essa máxima da ciência vale para quase tudo em nossas vidas, e com o consumo do café não poderia ser diferente. Porém, ainda não existe um estudo concreto que afira perfeitamente a dose ideal para cada biotipo de pessoas. O café foi considerado vilão por um período de tempo devido a informações precipitadas. “Isso porque algumas pessoas são mais sensíveis mesmo”, diz a nutricionista do Hospital Marcelino Champagnat, Ana Cristina Lazarotto.

Ela ressalta que em meio a muitas pesquisas e estudos realizados, ainda existem muitas informações que devem ser melhores analisadas sobre os efeitos do café em nosso organismo. No caso de Balzac, o escritor realizou obras de 10 mil páginas fazendo uso deste “combustível”. “Ainda não podemos afirmar que grandes doses são prejudiciais à saúde ou não, mas o bom senso vale na hora de consumir a bebida”, diz Ana Cristina.

“Existe muito mito sobre seu consumo”, afirma Bruno Mioto, cardiologista do Incor – Instituto do Coração em São Paulo. Bruno faz pesquisas sobre o consumo do café. Ele diz que as falácias em relação aos efeitos da cafeína, são relativas aos estudos iniciais que diziam sobre o estado de excitação provocado pela cafeína.

“Só que os cientistas usavam altas doses e de uma só vez. Mas a gente tem de lembrar que a bebida é tomada ao longo do dia e não é composta somente de cafeína”, afirma o médico.

A neurocientista Silvia Oigman, uma das responsáveis por pesquisas incluindo o consumo do café, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, afirma que o café de um modo geral apresenta um número muitíssimo baixo de cafeína, chegando a 2,2%. “Ele possui diversas outras substâncias, com destaque para os ácidos clorogênicos, que são antioxidantes. A recomendação para quem for consumir o café, é que faça isso de forma moderada, sem exageros e respeitando sempre aquela quantidade diária”, diz Bruno.