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OMS e CDC nos Estados Unidos, discutem medidas de segurança sobre a gripe aviária na China

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O aumento súbito nos casos de gripe aviária H7N9 na China já virou um “motivo de preocupação”, segundo os últimos anúncios do Centro de Controle e Prevenção de Doenças – CDC. Ao todo, 460 pessoas já foram infectadas desde outubro do ano passado, revelou o CDC em um relatório. “É, de longe, a maior onda de epidemia desde 2013”, disse o Dr. Tim Uyeki, especialista em gripe aviária do CDC.

O CDC vem trabalhando em uma vacina contra o H7N9, caso seja necessário. “É motivo de preocupação, com certeza”, disse Uyeki no relatório. “O aumento do número de casos H7N9 em humanos na China é definitivamente uma preocupação global”.

O CDC emitiu um aviso de viagem em janeiro, advertindo os visitantes chineses que chegarem aos Estados Unidos para ficarem longe das granjas e comércios de aves do país. Uyeki disse que pessoas do mundo todo ainda podem viajar para a China, mas elas devem estar cientes de que as aves do país podem ser infectadas.

Desde 2013, a gripe aviária H7N9 infectou 1.258 pessoas, disse o CDC. Assim, 460 casos em apenas cinco meses representam um terço de todos os casos ao longo de quatro anos. A Organização Mundial da Saúde – OMS, realizou uma reunião sobre o H7N9 e depois emitiu garantias públicas, dizendo que o vírus não parece ter sofrido mutação. O vírus continua tendo o mesmo efeito nos seres humanos. Em vez disso, o vírus se tornou mais perigoso para as aves.

Se um vírus da gripe aviária mata pássaros, é ruim para os avicultores, mas pode dar uma advertência de que o vírus está se espalhando. O problema com o H7N9 é que a doença não faz com que as aves fiquem doentes, portanto a doença pode se espalhar entre as aves sem que as pessoas saibam disso.

Uyeki disse estar preocupado que o H7N9 tenha se tornado mais difundido na China, se espalhando silenciosamente e infectando mais pessoas e mais aves. “Esse aumento de aves infectadas pode fazer com que mais casos de infecção humana surjam, isso porque o risco de transmissão de aves não mudou”, disse ele.

A China publica sequências genéticas do vírus H7N9 em bancos de dados públicos, mas não compartilhou amostras reais do vírus, por isso não é possível que os laboratórios norte-americanos, europeus, entre outros do mundo todo, testem o vírus para ver se houve alguma mutação significativa, em caso afirmativo, o vírus se tornará ainda mais perigoso.